domingo, 4 de maio de 2008

À minha pequena


Antes de tudo, um p.s.: se por acaso alguém chegar a ler isso(ai!como está brega e cafona!), peço que entenda que estou um tanto quanto fragilizada em decorrência de um acidente sofrido por minha irmã.



Aqueles olhos pequenos que sabem pedir tão bem. Aquele bico infantil que comove qualquer um. Ela tem o jeito que me convence, a voz que me alegra, o abraço mais consolador. Ela é um encanto! E como ela é linda! Ela tem as atitudes mais sinceras, o sorriso metálico mais gracioso e a presença mais agradável. Ela tem todo o sentido, todo o agir, puro e delicado, que me faz perceber quão insensível eu sou. Ela me desconcerta, me faz esquecer o meu individualismo e sentir vontade de abraçar. Ela me desarma. E quando ela está triste, eu fico mal. Ela conta piadas sem graça, mas ainda assim me faz rir. Ela me diz coisas que me fazem sentir especial, me dá beijos e abraços quando eu menos espero. Ela tem todo o carinho, toda a ternura, todo ombro amigo para dar. Ela às vezes me irrita, mas às vezes me faz tão bem, que chego a me assustar. Me dá um aperto no coração, um estranhamento por tanto amar. Ela é muito diferente de mim, mas às vezes me enxergo nela. Ela não me deixa dormir à tarde, aumenta o volume da TV e dá risadas altas para chamar a minha atenção. E quando estou com ela, sinto uma alegria boba, uma vontade de sorrir, de olhar nos olhos e dizer palavras de amor. Me vem uma fragilidade que eu desconheço e um desejo de fazê-la feliz. Eu me desagrado para agradar a ela. Eu sou ela e ela é parte de mim. Nós andamos pelas ruas de mãos dadas, vamos comprar tapioca juntas e passamos noites e noites conversando. A gente se entende, a gente se estranha. Compartilhamos sonhos e medos. Brigamos. Amamos. Ela sempre sabe quando eu estou mentindo. Ela me conhece muito bem, mas às vezes muito pouco. Ela sabe quando eu estou triste. Ela sabe como me deixar mal. Ela me faz elogios e às vezes me faz sentir um lixo. Ela tem um modo de falar que acalma. Ela é tudo que eu quero ser e tudo que eu rejeito. Ela não tem nada de mim, mas às vezes tem meu jeito. Ela me faz querer protegê-la, ser mais forte e segura. E eu a amo. Muito. Incorrigivelmente. Não sei viver sem ela. Minha pequena. Minha querida amiga e irmã. Keu. Te amo, .

2 comentários:

Alguém disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alguém disse...

Ficou bonito, gostei, é bom ver uma amizade assim ;)