sábado, 24 de maio de 2008
Às vezes eu gosto, assim, sem querer mesmo. E me vem um apego pela pessoa – ou pela coisa. Gravo os detalhes na mente: o sorriso, o olhar, o “bom dia” que me foi dado e que eu interpretei como “pra sempre vou te amar”. Depois então eu esqueço, a antipatia toma o lugar do apreço e eu começo a evitar. Fujo, falo pouco, recuso um convite, me distancio. Cumprimento de longe e de mais longe sorrio. Às vezes, muito às vezes, eu amo sem esperar, sem desejar, e meu coração nem pede minha opinião, muito menos o meu consentimento. E eu não reclamo, apenas lamento. Não sou boa de amar. Não sei ser de ninguém e não sei confiar. Quase sempre eu detesto, tenho nojo e aversão. Sou chata pra caramba, falo alto, só não falo palavrão. Gosto mesmo é de ficar sozinha no meu canto, tentando entender meus pensamentos e sentimentos – pra ser mais sincera, a falta deles. A ausência dos ditos sentimentos bons. Sim, desses mesmos. Do amor em especial. Eu não sou paciente, não sou meiga e não sei ser legal. Grosseria. Ela me define tão bem. E eu gosto disso, porque não preciso fingir risos pra agradar ninguém. Não faço média, não puxo o saco e não elogio pra tapear. Sou sincera, direta, curta e grossa pra melhor especificar. Não que eu seja uma pessoa ruim, apenas não sei fingir ser como muitos gostam e estão acostumados. E por favor, não minta pra mim, porque eu odeio mentiras e falsos encubados.
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3 comentários:
Sou +- assim tb e parabéns pela honestidade, a maioria das pessoas preferem se esconder atrás de um falso sorriso.
Pow, alguém,então revele-se, em nome da lei!!
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