domingo, 18 de maio de 2008

Tempestuosa


A face colada no vidro
Frio da janela.
A chuva lá fora
E o vazio dentro dela.
A respiração forte,
A visão embaçada,
Um desenho da morte,
Na janela acariciada.
O vento mudo que leva
Folhas a dançar.
O chão molhado e sujo,
Uma poça pequena a se formar.
Gotas sucessivas,
Que verticalmente caem,
Que se insinuam e respingam
Nos rostos curiosos que na rua saem.
O tempo está chuvoso,
Visto da sua janela de ansiedade.
Mas por dentro ele é outro,
Em seu íntimo há tempestade.


0 comentários: