terça-feira, 29 de julho de 2008
é porque já perdeu mesmo a razão.
Ninguém se joga de um precipício
pensando em tocar o chão.
Todo mundo acha que é leve,
todo mundo quer voar.
E por um prazer tão breve,
acha certo arriscar.
Barriga pra dentro, peito aberto,
pra cair do penhasco da paixão.
E se ele achar que é certo...
Ah! É porque já perdeu
mesmo a razão.
Quando achar a dor atraente,
já não pensa com a mente,
mas com o coração.
Porque só ele, apenas ele,
entende o que não tem explicação.
Catu, madrugada de 23 de julho de 2008
Das vezes em que nem eu mesma sei o que quero dizer.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Dois pés.
Enxergo apenas dois pés...
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Um soluço.
Um choro engolido
Com muito esforço.
O fim.
A escuridão.
O poço.
A lama até os joelhos,
O suor na cara
E as cinzas nos cabelos.
Misturou-se calor,
Incêndio e tempestade.
O que havia de pior.
Inferno.
Calamidade.
Triste, andava triste.
Cabisbaixo, calado.
Só, sentia-se só.
Esquecido, abandonado.
Queria alguém.
Ah! Como queria.
E o tanto que desejava
Era do tamanho da sua solidão.
Os braços que abraçava
Era o vazio da imensidão.
O espaço desocupado.
O tato procurando o chão.
O entortar dos passos,
Dados sem direção.
Um soluço ecoado,
Para prender o choro de solidão.
De todo.
Tão tolo.
Entregou-se ao amor.
Muito.
E pouco.
Amou, amou.
O mínimo.
O máximo.
O que achava certo.
O que não devia.
Quem valia a pena.
Quem não merecia.
Fez de tudo.
Deixou de fazer.
Amou, amou.
Por ser tolo.
Por puro prazer.
Se sinto, não percebo.
Se percebo, eu nego.
Meu amor é meu umbigo
e meu amigo é o meu ego.
domingo, 6 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
*A gargalhada pode ser alta,
mas nada tem de bela se não é verdadeira.
Todo sorriso falso é sem graça e apagado.
Bem...pelo menos assim penso eu.
Sorrir.
Só rir.
Sorria, mas não convencia.
Sorriso forçado não
tem nada de alegria.
Mais antes um punhado
de mau-humor e ironia.
Sorriso espontâneo que
é graça plena, retrato de folia.
E nenhuma boca parece pequena
para um largo sorriso de euforia.
Riso.
Rindo.
Rico em hipocrisia.
Se não quer rir,
não ria.
Pois um riso forçado
não tem nada de alegria.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Ele a olhava de soslaio, como quem não quer nada.
Ela, atenta ao seu olhar, sorria sem graça.
Passava as mãos pelo cabelo, tentando ser charmosa
mas, desajeitada, despenteava-se.
E somente quando sabia que ele desviara
a atenção para qualquer outra coisa,
se atrevia a virar o rosto para admirá-lo.
Ele, a cada 3, ela, a cada 5 segundos.
E, assim sendo, a cada 15 seus olhares se cruzavam.
E era como se saissem faíscas.
De frente, só matematicamente se olhavam,
mas de dentro via-se muito mais.
Era amor, um sentido descabido,
uma mania de querer, mas um querer antigo.
Se amaram desde sempre.
Desde sempre e muito antes.
Se viram em sonhos,
decalques de anseios e expectativas.
E souberam, desde os primeiros 15 segundos,
que era amor, nada mais.
Porém, um amor de prazos, a tempo marcado.
E quando sentiam saudades
e vontade de se amar,
disfarçavam e esperavam
por um novo cronológico olhar.
Eu não posso falar de amor.
Eu não posso sentir amor.
Minha garganta trava,
eu me engasgo com as palavras
e meu coração dói.
Eu não sei amar.
Eu nunca nem amei.
Mas eu não iria mesmo acertar.
Eu sei disso, eu sei.
terça-feira, 1 de julho de 2008
O que fazemos quando alguém parte
e não queremos dar adeus?
Apertamos a mão contra o peito,
engolimos uma lágrima a seco,
ou vamos junto??
O que fazemos quando a saudade é insuportável,
quando ouvir a voz e ver de longe não basta
e as lembranças se tornam repetitivas demais,
tamanha a frequência com que fomos buscá-las??
O que sentimos quando um sonho se perde,
quando somos nós mesmos os perdidos
e os pensamentos nos surpreendem??
Dor, desespero, medo, ou um simples acelerar do coração,
subir ou descer de pressão, ou a velha,
mas sempre presente e incoveniente confusão??
O que sentimos quando os sentimentos nos faltam,
quando os sentidos falham e os instintos nos traem??
Vergonha, arrependimento, raiva, ou só vazio,
que sozinho sabe ser grande coisa??
O que dizemos quando nos faltam as palavras,
as expressões certas na cara e o próprio silêncio fala por si só??
O que dizemos quando o olhar nos denuncia,
o nervosismo nos trai e nem temos
certeza do queremos mesmo dizer??
O que sentimos quando falamos demais,
quando simplesmente não pensamos antes de falar
e toneladas de palavras, olhares maldosos e críticas
nada construtivas saem espontaneamente??
Embaraço, orgulho, um saciamento íntimo
ou vontade de pedir perdão??
O que sentimos quando percebemos que aquele amor
que achávamos ser eterno não era verdadeiro
e descobrimos mentiras nossas e dos outros ??
Ódio, vontade de chorar, ou alívio, por termos
nos livrado a tempo de algo que jamais daria certo??
Cada um reage de um jeito.
Cada um pensa, sente ou mente de um jeito.
Eu... eu vou juntando os pedaços, quebrando
meu coração em mais outros tantos cacos
e depois colando-o de novo.
Eu choro, eu rio, eu sofro, eu me divirto.
Eu sinto muito. Eu desconfio muito. Eu nada sinto.
Eu vivo.
Medo.
Eu tenho me... eu tenho mesmo...
medo...receio.
Eu não quero... eu não desejo...
sofrer... é disso que eu tenho medo.
Eu esc... eu escondo meus sentimentos...
porque eu esc... eu escolhi me esconder no medo.
Mesmo.



