quinta-feira, 8 de outubro de 2009
O tempo continua a ser, sem sombra de dúvidas,
o melhor remédio pra curar qualquer ferida.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Se é preciso peito pra encarar, é exigido o dobro de coragem
para fugir e viver eternamente na dúvida.
Acreditem: projeções sobre o que poderia ter acontecido
se um passo fosse dado são de tirar o sono de qualquer um.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Exercitemos as alegrias e as tristezas de nossos corações.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Meu caro, só existem duas saídas:
Ou você ama.
Ou você ama desesperadamente.
E não adianta reclamar...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
A postagem de número CEM merecia ser mesmo SEM sentido.
Brincadeira boba com as palavras para tentar justificar
(sem êxito) a confusão que é o meu sentir.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
E se chorar não basta,
Que minhas lágrimas sequem
E sangre meu coração.
Se o pedido me é negado,
Que eu ao menos suporte o fardo
De morrer de solidão.
E que a dor me carregue
Até onde o peito desconhece,
Que minh'alma, sem vida e inerte,
Cruze a linha da desilusão.
Que o sofrer não seja breve,
Porque o corpo só percebe
Com a intensidade do arranhão.
E que eu exploda em desespero,
Sinta a agonia do exagero
Do sonho em rendição.
terça-feira, 5 de maio de 2009
E me afundar no seu colo
Cheio de abraços de não se voltar mais.
Me perder nessa imensidão que é o seu sorriso
E tocar seus lábios indecisos,
Só pra sentir de novo essa sua paz.
Me envolver no toque que seu cheiro me empresta,
Ver sua luz passando pelas frestas
E me sufocar nesse seu ar de sofreguidão.
Querer sua metade, pra ver se você me completa,
Crer nessa sua certeza incerta,
Só pra sentir de novo o meu coração.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Mortifica toda a alma,
Para depois tomar conta do corpo,
E com maliciosa calma,
Espera a hora de se apoderar do morto.
Trabalha com frieza e escandalosa discrição,
Deixa às escuras a clareza
E se torna guia nessa escuridão.
Escolhe os piores caminhos
E piora as escolhas de quem tenta deles se desviar,
Seus métodos são calculdamente frios
E seu sabor é o mais doce amargar.
Enche de esperanças,
Arranca,
Corta
E cicatriza.
Faz incisão profunda
E desvirtua o sentido da vida.
É toda uma razão desconexa,
Que se confunde em sentimentos e sentidos,
Um fio perdido que do nada se reconecta
E traz à tona os desejos mais descabidos.
É absurdamente simples
E terrivelmente complicado.
Duelo mortal entre corpo e mente,
Que o coração sente e é o maior prejudicado.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Voltei a sentir aquele aperto no peito.
Aquele estranho aperto no peito
Que cala as minhas palavras quando eu mais quero falar,
Que me transporta para perto quando eu estou longe,
Que não tem sentido nem tem nome,
Mas que evidencia quando eu mais quero ocultar.
Voltei a sentir os sons, os detalhes, as cores,
E me enchi de coragem para depois recuar,
Reconheci os gestos, os olhares, os sabores,
E decidi provar de novo, mesmo com o risco de amargar.
São seus todos esses rostos,
São seus todos os sorrisos,
Esses olhares são sempre os seus olhos
E sempre é também o seu corpo impreciso.
Tão ausente de proximidade
E tão próximo da minha ausência,
A materialização da mais pura felicidade
E a facilitação de uma inevitável desistência.
Você é a mais real negação do meu gosto,
O eu de quem decidi fugir,
E consegue ser meu respectivo mais oposto,
Pra me contrariar, pra me confundir.
E tudo o que eu sei é que já não posso mais.
Não além de você,
Não tanto,
Não um recomeço.
Porque você é onde eu mais me estranho
E onde eu mais me reconheço.
domingo, 8 de março de 2009
Não era tua grande amiga,
A solidão?
Se a dor em ti existe,
Ela é o revide
Que te põe em contradição.
A tristeza te ocupa tanto,
Que já não pode se dizer vazia.
Cada verso é um pranto,
E todo sofrer é poesia.
O gosto oco agora é amargo,
De deixar marcas no tato,
E cegar a melodia.
E chora, sim, chora,
Porque a saudade agora
É puramente demasia.
E triste, tão triste,
Pra nunca mais se dizer vazia.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Nem pelos olhares furtivos.
Não pelo rubor desavisado,
Ou pelo corpo em conflito.
Não pela mão que treme,
Ao tocar o querer que entorpece.
Nem pela alma que se arrepende,
Por causa do corpo que desobedece.
Não pelo falar,
Tão pouco pelo silêncio que se corresponde.
Nem pelo ignorar,
Que é penitência do amor que esconde.
Não por essas suas palavras,
Espelhos que não me querem refletir.
Nem por essa presença vaga,
Que se afasta, e que eu insisto em perseguir.
Mas por me oferecer
Essa vontade constante, corrosiva,
Desejada quanto mais cortante,
Com impiedade calculada, precisa.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Representa a vontade de partir,
Toda parte que não está
É um inteiro que deixa de existir.
Porque a dor vem quando nós ficamos,
Mas quando nós vamos,
Ela insiste em nos seguir.
É móvel, impiedosa e eterna.
Tem vida própria...
E toda vida faz parte dela.


