quinta-feira, 30 de abril de 2009

El amor

Mortifica toda a alma,
Para depois tomar conta do corpo,
E com maliciosa calma,
Espera a hora de se apoderar do morto.
Trabalha com frieza e escandalosa discrição,
Deixa às escuras a clareza
E se torna guia nessa escuridão.
Escolhe os piores caminhos
E piora as escolhas de quem tenta deles se desviar,
Seus métodos são calculdamente frios
E seu sabor é o mais doce amargar.
Enche de esperanças,
Arranca,
Corta
E cicatriza.
Faz incisão profunda
E desvirtua o sentido da vida.
É toda uma razão desconexa,
Que se confunde em sentimentos e sentidos,
Um fio perdido que do nada se reconecta
E traz à tona os desejos mais descabidos.
É absurdamente simples
E terrivelmente complicado.
Duelo mortal entre corpo e mente,
Que o coração sente e é o maior prejudicado.

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