segunda-feira, 26 de maio de 2008
Merda de calor, de ônibus que não passa,
de alegria ausente, de vida sem graça.
Merda de tédio, merda de dia,
Merda de eu mesma me fazer companhia.
Merda de ter que cozinhar e depois limpar a bagunça.
Merda de professora, parece filha do que ronca e fuça.
Merda de fumante que vem tragar o cigarro do meu lado,
Merda de criança irritante, de taxista tarado.
Merda de tristeza, merda de ausência,
De amor que não chega, de vazio e de carência.
Merda de tpm que me deixa maluca,
Merda de erro, merda de culpa.
Merda de inflexibilidade, merda de coração duro,
Merda de insensibilidade, merda de orgulho.
Está tudo cagado, uma verdadeira merda.
Ela é sorte no teatro, e falar seu nome me desestressa:
MERDA!!
sábado, 24 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Um ponto.
Sou o ponto da mentira franca,
que é solução e é entrave.
Eu sou o ponto que incomoda,
o ponto de tensão.
Sou a certeza torta,
que se faz morta e sem atenção.
°Adoro coisa baixo astral
Lá vem ele!
Onde? Cadê?
Ali, ó... Lá, do lado de lá!
Não estou vendo. Como ele é, hein?
Não sei. Também não estou vendo direito.
Ele tá demorando, né?
É...Um pouco. Pronto, chegou!
Ai! Ele me bateu!
Não, não era ele. Foi só uma paixão sem nexo.
Ah tah. Ó, quando esse tal de amor
chegar me avisa, viu?
Tá bom. Vou ficar aqui esperando.
Em todos os tempos:
Estava, estou, estarei, desejo estar.
Quero me enxergar
Em todos os momentos:
O que aconteceu, o que acontece, o que acontecerá.
E quando o estou tornar-se
O que havia estado,
Deixarei de ser quem sou
Para virar resquício do passado.
E se o que eu desejo vier a acontecer,
Você já terá acontecido
E nem irá me perceber.
Porque talvez nada aconteça.
O como é do jeito que eu desejo,
Mas o se é incerteza.
Me tornarei o agora,
Que é presente do passado
E será passado do futuro.
Esquecerei que longe, outrora,
Minhas portas sorridentes
Foram sérios muros.
Irei me expor.
Em parte, apenas.
Abrirei a mente,
Mas fecharei o coração.
Estarei de corpo presente,
Mas minha presença será solidão.
Falarei, pensarei em falar,
Repetirei frases antigas
E muitas outras eu hei de imaginar.
Pontuarei com exclamações,
Colocarei pontos finais
E depois os borrarei em vírgulas.
Farei sem querer e
Querendo farei intrigas.
Mudarei, deixarei minha face,
Minha cor e minha voz.
Abandonarei a maquiagem,
O blush, o rouge, o gloss.
Estarei de cara limpa.
Sujarei os dentes
E me pintarei de tinta.
Rosa, azul, vermelho,
Seja lá qual for o meu humor.
E então eu serei.
É sério que eu seria,
Mas é mentira que eu sou.
Você não entenderia,
Porque onde eu estive,
É onde estarei e
Onde ainda hoje estou.
Porque o que acabou começa,
E o que tem pressa ainda não começou.
O que acontece está acabado,
Porque o presente é passado
Do futuro que chegou.
Então eu me ausentarei.
Sentirei falta e sinto que
Falta nenhuma eu farei.
Frio da janela.
A chuva lá fora
E o vazio dentro dela.
A respiração forte,
A visão embaçada,
Um desenho da morte,
Na janela acariciada.
O vento mudo que leva
Folhas a dançar.
O chão molhado e sujo,
Uma poça pequena a se formar.
Gotas sucessivas,
Que verticalmente caem,
Que se insinuam e respingam
Nos rostos curiosos que na rua saem.
O tempo está chuvoso,
Visto da sua janela de ansiedade.
Mas por dentro ele é outro,
Em seu íntimo há tempestade.
sábado, 17 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008

Na foto eu olho cada face, me ligo a cada detalhe e não consigo parar de olhar. E me vem aquela saudade, aquela velha vontade de todas essas faces reencontrar. Eu vejo vários pares de mãos, que um dia unidas, andaram juntas comigo. Eu enxergo meus irmãos, que a vida chama de meus amigos. Penetro olhares que muito me viram, que me decifravam e sempre sabiam o que se passava dentro de mim. Então eu me interrogo, não me conformo: por que a vida é assim? Estou despedaçada! Tento juntar os cacos, mas aquelas mãos amigas já não estão ao meu alcance para me ajudar. Sinto seus olhares conhecidos agora tão distantes, sem hoje poderem me olhar. Recordo o som de suas vozes, que destinos algozes ousaram me roubar. Mas ainda as sinto em posse, pois não há quem se conforme, se amigos não puder escutar. Me lembro de cada conselho, que a seu modo cada um sabia me dar. Tanto! Tanto eu me incomodo por já não podê-los apreciar. Me vem em mente meus erros, minhas falhas, que com paciência ou sem ela, não deixaram de ser apontados por suas mãos amigas. E me vem aquela falta dos nossos risos, nossas brigas. Amores de intrigas! Era tão bom dormir e saber que no outro dia iríamos trocar nossos olhares confidentes, rir dos outros, da vida, de nós mesmos e até do que não tivesse graça. Se bem que com vocês, tudo era alegria, tudo ganhava um significado tão especial, que só hoje posso entender. Eu estava tão habituada a tudo isso, que só a distância me fez perceber. E eu guardo na memória tantas coisas! Rio ao lembrar dos nossos papos no quiosque do colégio, da comida compartilhada na hora do almoço. Marmiteiros! Mas era tudo tão bom. Minhas tardes eram tão deliciosas quando passadas junto a vocês. Quer motivo melhor que esse para ir ao colégio? Aprender e redescobrir ao lado de quem a gente ama é sempre mais prazeroso. Ah! Como não lembrar da nossa união na hora das provas, dos bilhetes que voavam, das vozes que sussurravam e dos lembretes que se ocultavam. Parceria! Meu corpo ainda guarda o delicioso peso dos montinhos nos dias de aniversário. Sempre foi tudo tão bom... Então choro pelas vezes que deixei de dizer que os amava, que vocês sempre foram parte de mim. Choro porque tenho medo de nunca mais sentir o calor de suas mãos amigas, porque não sei viver sozinha e a solidão que mais me dói é a ausência de vocês. Eu pensei que eu era forte, que agüentava até a morte, mas a danada me veio em vida. Descobri que eu sou fraca, pois minha força estava em suas mãos amigas. quarta-feira, 14 de maio de 2008
Chego na sala e a TV desligada, já não escuto as risadas altas e os convites que tantas vezes eu rejeitei: "Anne, vem ver isso!". No quarto, a sua cama vazia, seu bichinho de pelúcia (aquele que eu acho horrível) e algumas coisas da sua faculdade. Em toda a casa, um silêncio triste, que vez ou outra é violado por um suspiro profundo, daqueles que eu dou quando estou realmente entediada ou deprimida. Hoje estou me sentindo dos dois jeitos. Agora demoro ainda mais para conseguir dormir. Me sinto cansada, mas meus olhos parecem não querer se fechar e minha mente não se rende, teimando em pensar em você. Pego o caderno, escrevo umas duas bobagens e finjo me sentir melhor. As noites parecem ter ficado ainda mais longas e o sono mais fugidio. E quando ele vem, tarde, atrasado, consigo descansar por algumas horas. Mas quando ele se vai - ou não - e chega a hora de me levantar, viver o dia sempre repetitivo (que saco!), eu olho para o lado e constato mais uma vez que você não está. Eu sinto os olhos irritarem e percebo a lágrima quente (e teimosa) que quer sair, me mostrando como eu sou frágil, mais do que desejo ser. Tremo os lábios, prendo o choro, mas a cada tentativa de esconder de mim mesma as minhas emoções, sinto o coração apertado, agredido, o peito doído e a garganta travada, com um enorme nó. Não jogo nada para fora e aqui dentro vai ficando tudo acumulado, um verdadeiro entulho de sentimentos. Sinto tanto a sua falta. Lamento pelas vezes que deixei de desfrutar da sua presença única, extremamente agradável. Não vejo a hora de você voltar e nós podermos viver como antes, uma perto da outra, compartilhando nossas tristezas, nossas incertezas e nosso mau-humor. Estou com saudades!!quinta-feira, 8 de maio de 2008
Ela não sabe nada. Pensa conhecer a si mesma, mas sempre se surpreende com um ou outro pensamento que não deveria estar ali, na sua cabeça, ou com um ou outro sentimento que jamais, em hipótese alguma, deveria fazer parte do seu ser. Sua essência, seus gostos e medos: mudou-se tudo. Até sua voz parece agora mais tranqüila, mais serena e pronta para falar de amor. Ela estranhou-se ao olhar-se de manhã no espelho do banheiro. Era ela mesma? Aqueles olhos radiantes de felicidade não eram seus, aquele sorriso irritante não poderia estar estampado no seu rosto. E sentia-se feliz. E sentia-se livre. Sentia-se, porém não entendia-se. E começou a se pegar rindo sozinha, falando consigo mesma, dialogando com as paredes e pensando alto, muito alto. E tomava um susto a cada vez que escutava seus pensamentos teimosos, que ela nunca quis ter. Mas eles estavam ali, e ela nada podia fazer. Paciência! Vai ter que aprender dessa vez. Ela estava temerosa, desconhecia tudo aquilo e não sabia como agir. Chorou ao pensar na possibilidade de sofrer de amor. Mas aquilo era amor? Por quem, afinal? Mais difícil ainda de responder. E aumentou o seu medo. Nada havia acontecido e ela já estava ali, chorando, e cheia de dúvidas. Covarde! Reage agora, vai! Ela que sempre se disse tão durona, tão isenta de sentimentos e afeições, via-se agora mergulhada em uns tantos que lhe eram simplesmente desconhecidos. Ela descobriu que não sabia de nada, ou que sabia pouco. E o pouco que sabia não era suficiente para responder às novas dúvidas que se instalaram dentro de si. Por vezes, viu sua imaginação tomar rumos que ela não queria e seguir percursos que lhe eram estranhos. Começou a ver-se impaciente, nervosa, esperando por algo que nem ao menos sabia o que era e se irritando com a demora. O que ela queria afinal? O que sentia? Não sabia, ela não sabia! E já lhe faltava paciência para tentar entender. De noite, no seu quarto, imersa em tantas interrogações acerca dos seus próprios sentimentos, resolveu não insistir e voltar a agir como sempre agira: indiferente e descrente a tudo isso. Ajeitou o travesseiro embaixo da cabeça, fez uma cara de “pouco importa” e disse para si mesma: “Ah! Eu vou é dormir!”. Deitou-se de lado e caiu no sono.segunda-feira, 5 de maio de 2008

A primeira troca de sorrisos,
Ainda amarelos e tímidos.
O rubor.
O toque, a pele, o arrepio.
A boca na orelha,
Sussurros ao pé do ouvido,
O calafrio.
O afago no cabelo,
O cheiro no pescoço
E o cafuné.
Dois corpos,
Um desejo,
Um homem e uma mulher.
As mãos que acariciavam,
A pele que sentia,
Dois pares de olhos que se olhavam,
Uma paixão que não se contia.
Não sabia-se ao certo
Quem era quem ou se
Os dois eram apenas um.
Estavam sempre juntos,
Um no outro e
O outro no um.
Amaram-se, beijaram-se,
Sentiram-se e depois desapegaram-se.
Morreu o desejo, acabou-se a atração.
Uma saudade, duas bocas,
Um beijo e a separação.
A tristeza, a melancolia,
A solidão.
Decidiram nunca mais amar.
domingo, 4 de maio de 2008
Aqueles olhos pequenos que sabem pedir tão bem. Aquele bico infantil que comove qualquer um. Ela tem o jeito que me convence, a voz que me alegra, o abraço mais consolador. Ela é um encanto! E como ela é linda! Ela tem as atitudes mais sinceras, o sorriso metálico mais gracioso e a presença mais agradável. Ela tem todo o sentido, todo o agir, puro e delicado, que me faz perceber quão insensível eu sou. Ela me desconcerta, me faz esquecer o meu individualismo e sentir vontade de abraçar. Ela me desarma. E quando ela está triste, eu fico mal. Ela conta piadas sem graça, mas ainda assim me faz rir. Ela me diz coisas que me fazem sentir especial, me dá beijos e abraços quando eu menos espero. Ela tem todo o carinho, toda a ternura, todo ombro amigo para dar. Ela às vezes me irrita, mas às vezes me faz tão bem, que chego a me assustar. Me dá um aperto no coração, um estranhamento por tanto amar. Ela é muito diferente de mim, mas às vezes me enxergo nela. Ela não me deixa dormir à tarde, aumenta o volume da TV e dá risadas altas para chamar a minha atenção. E quando estou com ela, sinto uma alegria boba, uma vontade de sorrir, de olhar nos olhos e dizer palavras de amor. Me vem uma fragilidade que eu desconheço e um desejo de fazê-la feliz. Eu me desagrado para agradar a ela. Eu sou ela e ela é parte de mim. Nós andamos pelas ruas de mãos dadas, vamos comprar tapioca juntas e passamos noites e noites conversando. A gente se entende, a gente se estranha. Compartilhamos sonhos e medos. Brigamos. Amamos. Ela sempre sabe quando eu estou mentindo. Ela me conhece muito bem, mas às vezes muito pouco. Ela sabe quando eu estou triste. Ela sabe como me deixar mal. Ela me faz elogios e às vezes me faz sentir um lixo. Ela tem um modo de falar que acalma. Ela é tudo que eu quero ser e tudo que eu rejeito. Ela não tem nada de mim, mas às vezes tem meu jeito. Ela me faz querer protegê-la, ser mais forte e segura. E eu a amo. Muito. Incorrigivelmente. Não sei viver sem ela. Minha pequena. Minha querida amiga e irmã. Keu. Te amo, Mã.sábado, 3 de maio de 2008
Fico chata, dengosa,
Intensa e pegajosa.
Invento motivos para olhar,
Olhares para brigar e
Brigas para ficar chateada.
Quero estar perto o tempo todo
Mas às vezes quero estar longe,
Quero poder tocar e
Também sentir saudade.
Quando acho que estou amando,
Me faço de compreensiva,
Escuto, falo pouco e abraço.
Evito brigas, evito lágrimas.
Faço juras de amor eterno,
Mas depois as esqueço.
Quando estou de fato amando,
Me torno tenra, carinhosa,
Doce e paciente.
Eu machuco, eu perdôo,
Eu peço desculpas.
Sinto falta, medo de perder,
Vontade de acariciar.
Até ciúmes eu sinto.
Mas quando estou amando pra valer,
De verdade mesmo, eu...
Bem, aí eu já não sei.
Nunca amei ninguém assim.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Mau-humor. Pior estado de espírito que existe para mim. Ainda se fosse tristeza, amargura, até mesmo depressão. Mas ficar de mau-humor é um porre! Odeio! Quando eu fico triste, me torno mais sensível e dou significado a coisas pequenas, simples. Coisas que sem dúvida passariam despercebidas a um olhar apressado, de quem está feliz demais para notar os outros e detalhes mínimos. Quando estou amarga, destilo veneno, critico, me dói o peito e eu sinto vontades: vontade de morrer, chorar, fugir. Mas ainda assim são vontades. Ainda assim as sinto. Quando me vejo deprimida, me vêm à mente pensamentos loucos e suicidas, frases tiradas do estado mais ínfimo do meu ser. Mas me vêm coisas à mente, minha cabeça não fica vazia, ainda que seja ocupada por idéias tão ruins. Mas quando estou de mau-humor...Ah! Fico mais chata que de costume, cato motivos para brigar, invento desculpas para me sentir/fazer de magoada e principalmente magoar. Eu viro na desgrama! Quero mais é ofender, irritar as pessoas e fazer com que elas de fato me detestem, me rejeitem. Não tenho ânimo para falar mal – que eu gosto mesmo, não vou mentir -, muito menos para elogiar e ficar de risinhos amigáveis. Aaaah! Me dá uma coisa que eu não sei explicar, nem descrever com precisão. É um desejo de bater, levar, correr, sair que nem louca pela rua, quebrando tudo, principalmente narizes alheios. Eu revelo meu lado violento, que eu até gosto, mas que é assustador para algumas pessoas. Eu fico me achando forte demais, invencível, e por isso acabo quebrando a cara. E não é só no sentido figurado. É no literal também. E a língua? Puft! Essa eu não consigo segurar de jeito nenhum. Vou falando, vou descarregando minha raiva nas pessoas, pisando, sendo cruel e grossa. Perco a razão, os sentidos, o domínio próprio. Qualquer coisa basta para me tirar do sério, até mesmo um elogio. Me criticar então, é pedir para morrer! Sai da frente! Mas depois desses ataques, desses momentos de furor, vem o desapontamento íntimo, o arrependimento por palavras que não deveriam ter sido ditas, por pensamentos que não deveriam ter sido tão altos a ponto de as pessoas poder escutá-los. Vem o baixo astral, a culpa. Mau-humor é uma merda! E o que é que você “tá” falando aí? Quem disse que eu estou mal-humorada? “Tô” não! Aaaah... Calma, preciso contar até dez: Um, dois, três...Que acabou chorando.
Seu desejo era odiar,
Mas acabou amando.
Não via motivos,
Tão pouco, aceitáveis explicações.
E embora pensativo,
Deu lugar às emoções.
Não lutou contra aquilo
Que seria sua ruína,
Um sentimento efêmero,
Que muito dói e muito ensina:
A paixão
Entregou-se tanto a ela,
Que já não pensava, já não agia,
Respondia apenas a estímulos
De quem agora o possuía.
Via apenas defeitos,
Mas já havia no peito
A marca da fugacidade:
Entregar-se ao breve,
Amar sem ser de verdade.
Apaixonou-se mais.
Pela voz, pela boca,
Pelo olhar.
Jogou-se,
Caiu de cara,
E ainda ferido,
Resolveu que ia amar.
Mas assim como veio,
Se foi a paixão:
Fugaz, sorrateira,
Sem pudores,
Sem razão.
Desapaixonou-se enfim.
quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sentia pouco,
Não falava quase nada,
Mas dentro de si lamentava muito
Pelo amor que lhe faltava.
E tinha sempre muitas dúvidas:
No inverno queria sol,
No verão queria chuva.
Não era inteligente
E nunca fora muito esperto,
Mas sempre teve em mente
O sonho de um arquiteto:
Construir.
E foi então construindo sonhos,
Juntando tijolos com suas mãos
Finas e pálidas.
Construiu motivos e
As conquistas foram rápidas.
Esqueceu o vazio,
Encheu-se de “por quês”,
Formulou suas próprias respostas,
Mas da vida quis saber:
O que é o amor?
Viveu umas tantas experiências,
Chorou muito e custou a sorrir,
Mas continuou sem saber
Porque o amor tem que existir.
Viveu, fatigou-se e um belo dia
Resolveu descansar.
Foi tomado de súbito por
Um sono profundo,
Do qual jamais irá acordar.







