quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ausência tua, tristeza minha

Chego na sala e a TV desligada, já não escuto as risadas altas e os convites que tantas vezes eu rejeitei: "Anne, vem ver isso!". No quarto, a sua cama vazia, seu bichinho de pelúcia (aquele que eu acho horrível) e algumas coisas da sua faculdade. Em toda a casa, um silêncio triste, que vez ou outra é violado por um suspiro profundo, daqueles que eu dou quando estou realmente entediada ou deprimida. Hoje estou me sentindo dos dois jeitos. Agora demoro ainda mais para conseguir dormir. Me sinto cansada, mas meus olhos parecem não querer se fechar e minha mente não se rende, teimando em pensar em você. Pego o caderno, escrevo umas duas bobagens e finjo me sentir melhor. As noites parecem ter ficado ainda mais longas e o sono mais fugidio. E quando ele vem, tarde, atrasado, consigo descansar por algumas horas. Mas quando ele se vai - ou não - e chega a hora de me levantar, viver o dia sempre repetitivo (que saco!), eu olho para o lado e constato mais uma vez que você não está. Eu sinto os olhos irritarem e percebo a lágrima quente (e teimosa) que quer sair, me mostrando como eu sou frágil, mais do que desejo ser. Tremo os lábios, prendo o choro, mas a cada tentativa de esconder de mim mesma as minhas emoções, sinto o coração apertado, agredido, o peito doído e a garganta travada, com um enorme nó. Não jogo nada para fora e aqui dentro vai ficando tudo acumulado, um verdadeiro entulho de sentimentos. Sinto tanto a sua falta. Lamento pelas vezes que deixei de desfrutar da sua presença única, extremamente agradável. Não vejo a hora de você voltar e nós podermos viver como antes, uma perto da outra, compartilhando nossas tristezas, nossas incertezas e nosso mau-humor. Estou com saudades!!

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