sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mau-humor: eu tenho!!

Mau-humor. Pior estado de espírito que existe para mim. Ainda se fosse tristeza, amargura, até mesmo depressão. Mas ficar de mau-humor é um porre! Odeio! Quando eu fico triste, me torno mais sensível e dou significado a coisas pequenas, simples. Coisas que sem dúvida passariam despercebidas a um olhar apressado, de quem está feliz demais para notar os outros e detalhes mínimos. Quando estou amarga, destilo veneno, critico, me dói o peito e eu sinto vontades: vontade de morrer, chorar, fugir. Mas ainda assim são vontades. Ainda assim as sinto. Quando me vejo deprimida, me vêm à mente pensamentos loucos e suicidas, frases tiradas do estado mais ínfimo do meu ser. Mas me vêm coisas à mente, minha cabeça não fica vazia, ainda que seja ocupada por idéias tão ruins. Mas quando estou de mau-humor...Ah! Fico mais chata que de costume, cato motivos para brigar, invento desculpas para me sentir/fazer de magoada e principalmente magoar. Eu viro na desgrama! Quero mais é ofender, irritar as pessoas e fazer com que elas de fato me detestem, me rejeitem. Não tenho ânimo para falar mal – que eu gosto mesmo, não vou mentir -, muito menos para elogiar e ficar de risinhos amigáveis. Aaaah! Me dá uma coisa que eu não sei explicar, nem descrever com precisão. É um desejo de bater, levar, correr, sair que nem louca pela rua, quebrando tudo, principalmente narizes alheios. Eu revelo meu lado violento, que eu até gosto, mas que é assustador para algumas pessoas. Eu fico me achando forte demais, invencível, e por isso acabo quebrando a cara. E não é só no sentido figurado. É no literal também. E a língua? Puft! Essa eu não consigo segurar de jeito nenhum. Vou falando, vou descarregando minha raiva nas pessoas, pisando, sendo cruel e grossa. Perco a razão, os sentidos, o domínio próprio. Qualquer coisa basta para me tirar do sério, até mesmo um elogio. Me criticar então, é pedir para morrer! Sai da frente! Mas depois desses ataques, desses momentos de furor, vem o desapontamento íntimo, o arrependimento por palavras que não deveriam ter sido ditas, por pensamentos que não deveriam ter sido tão altos a ponto de as pessoas poder escutá-los. Vem o baixo astral, a culpa. Mau-humor é uma merda! E o que é que você “tá” falando aí? Quem disse que eu estou mal-humorada? “Tô” não! Aaaah... Calma, preciso contar até dez: Um, dois, três...

1 comentários:

Fábio Véras (Eddie) disse...

você comentou sobre o seu blog e aqui estou eu comentando nele, mal entrei no blog e me deparei com a palavra mal-humor, ai pensei "é, já que ela é uma menina revoltadinha então combina com ela", ai comecei a ler o texto, pensei umas duas vezes "será que estou conhecendo mais dela com essa leitura?" continue lendo e no final do texto eu percebi que tinha gostado da leitura, da pra acreditar? iuhdiaushdiasd ... vou lendo os outros textos :D acho que vou até ler mais um agora =*** bjiiiin e parabens pelo blooog