segunda-feira, 15 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
“Tá” certo isso, coração?
Coisa mais sem graça,
Essa de que tudo passa,
Mas o amor é exceção.
Vou restringir a minha fala
Ao que eu guardo na alma,
Porque meu peito só dispara
Pra essa tal de ilusão.
Na minha essência,
Sou eu que dou as cartas,
Mas quando o coração fala,
O assunto é solidão.
Porque então não cala,
Se tão mal o amor lhe trata,
Se com a dor sempre depara
E só conhece rejeição?
Deixa de lado esse infeliz sentimento,
Dispensa o uso do argumento,
Encolhe os ombros, que eu te entendo,
Se abreviares a decepção.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Nem ouse, coração,
nem ouse gostar assim.
Nem se atreva, razão,
nem se atreva a fugir de mim.
Não gosto de pedido negado,
meu legado é a intenção.
Se é pra sofrer, eu sofro calado,
prefiro mesmo a solidão.
O amor é muito do abusado.
Por isso nem tente...
aaaah! mas nem invente essa
arte de cão !
Um sentido para ir de encontro ao desconhecido,
Uma mão para parar o antecipado,
Um coração fiel para guardar um segredo.
No dia-a-dia deficiente da sociedade,
Um par de olhos para ver o necessitado,
Um ombro amigo para dar amparo,
Uma dessemelhança da insensibilidade.
Na razão surda, que ignora o sentir,
Uma chance para ser ouvido,
Um momento com o nosso íntimo,
O racional a abstrair.
No pedido mudo, que limita-se ao querer,
A desobediência ao receio,
A imprudência metendo-se no meio,
O instinto decidindo o que fazer.
Complexo cego, surdo, mudo e deficiente,
Somos a alegria insana de uma dor aparente,
Vivemos a dor humana de uma alegria inexistente,
Somos o câncer do mundo e o mundo é pouco pra gente.
Desenhamos nossa própria incerteza,
Pinchamos a razão quando ela nos desagrada,
Encontramos sentido quando já não há clareza,
Fazemos muito, ou não fazemos nada.
Onde queremos, quando e como podemos,
Loucuras perdidas na sanidade,
Somos antídoto de nosso próprio veneno,
Mentiras contadas como se fossem verdade.


