domingo, 7 de setembro de 2008

Ah, a humanidade...

*Não sabia que título colocar... =/
Na busca cega de cada esquina,
Um sentido para ir de encontro ao desconhecido,
Uma mão para parar o antecipado,
Um coração fiel para guardar um segredo.
No dia-a-dia deficiente da sociedade,
Um par de olhos para ver o necessitado,
Um ombro amigo para dar amparo,
Uma dessemelhança da insensibilidade.
Na razão surda, que ignora o sentir,
Uma chance para ser ouvido,
Um momento com o nosso íntimo,
O racional a abstrair.
No pedido mudo, que limita-se ao querer,
A desobediência ao receio,
A imprudência metendo-se no meio,
O instinto decidindo o que fazer.
Complexo cego, surdo, mudo e deficiente,
Somos a alegria insana de uma dor aparente,
Vivemos a dor humana de uma alegria inexistente,
Somos o câncer do mundo e o mundo é pouco pra gente.
Desenhamos nossa própria incerteza,
Pinchamos a razão quando ela nos desagrada,
Encontramos sentido quando já não há clareza,
Fazemos muito, ou não fazemos nada.
Onde queremos, quando e como podemos,
Loucuras perdidas na sanidade,
Somos antídoto de nosso próprio veneno,
Mentiras contadas como se fossem verdade.

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