segunda-feira, 7 de julho de 2008

Soluçar

Um soluço.
Um choro engolido
Com muito esforço.
O fim.
A escuridão.
O poço.
A lama até os joelhos,
O suor na cara
E as cinzas nos cabelos.
Misturou-se calor,
Incêndio e tempestade.
O que havia de pior.
Inferno.
Calamidade.
Triste, andava triste.
Cabisbaixo, calado.
Só, sentia-se só.
Esquecido, abandonado.
Queria alguém.
Ah! Como queria.
E o tanto que desejava
Era do tamanho da sua solidão.
Os braços que abraçava
Era o vazio da imensidão.
O espaço desocupado.
O tato procurando o chão.
O entortar dos passos,
Dados sem direção.
Um soluço ecoado,
Para prender o choro de solidão.

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