terça-feira, 29 de julho de 2008
Catu, madrugada de 23 de julho de 2008
Desculpe, sono, se meu corpo já não lhe atende e insiste em perambular seminu pela casa. Desculpe, coração, por esse vazio inexplicável e essa falta de querer. Hoje eu vou me dar o direito de me trancar no banheiro, me encarar demoradamente no espelho, e chorar. Sem nojo, vou me sentar no chão frio, abraçar os joelhos... e chorar. Um choro abafado, inaudível, secreto. E essa tristeza entre paredes, sem testemunha, sem prova, ao mesmo tempo que me acalenta, me apavora. Eu vou me reencontrar com meus medos, meu passado, meu nada. Vou dar de frente comigo mesma, até adormecer sentada, chorosa, recostada na privada.
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