sexta-feira, 2 de maio de 2008

Apaixonou-se


Quis tanto rir
Que acabou chorando.
Seu desejo era odiar,
Mas acabou amando.

Não via motivos,
Tão pouco, aceitáveis explicações.
E embora pensativo,
Deu lugar às emoções.

Não lutou contra aquilo
Que seria sua ruína,
Um sentimento efêmero,
Que muito dói e muito ensina:
A paixão

Entregou-se tanto a ela,
Que já não pensava, já não agia,
Respondia apenas a estímulos
De quem agora o possuía.

Via apenas defeitos,
Mas já havia no peito
A marca da fugacidade:
Entregar-se ao breve,
Amar sem ser de verdade.

Apaixonou-se mais.
Pela voz, pela boca,
Pelo olhar.
Jogou-se,
Caiu de cara,
E ainda ferido,
Resolveu que ia amar.

Mas assim como veio,
Se foi a paixão:
Fugaz, sorrateira,
Sem pudores,
Sem razão.

Desapaixonou-se enfim.

3 comentários:

Man disse...

too bad i don't understand your language. :(

Alguém disse...

e a vida continua...

Unknown disse...

E a vida realmente continua. (Y)

Amei.