segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Ele era um decalque mal feito da incerteza mais angustiante. O joelho esquerdo sob a perna direita, as mãos largadas no colo, os olhos esquecidos sobre o porta-retrato. Que tela poderia expressar tamanha vontade do outro e tamanho não saber? Que verso poderia apagar a reminiscência de tempos felizes e tirar da reticência a resposta que tanto esperava? Calou-se. Calou-se havia doze minutos. Calou-se durante uma vida inteira. E, ainda assim, não ouviu barulhos, ruídos que fossem de reciprocidade, sequer um eco de sim. Calou-se. Porque, se fosse falar, sua garganta secaria e as lágrimas lhe molhariam o rosto.
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1 comentários:
Chorão.
Postei um comentário no texto de baixo. <3
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