segunda-feira, 18 de agosto de 2008
O resultado de uma pessoa que tem se desesperado nessas Olimpíadas
Eu sempre adorei futebol. Jogar mais do que assistir, embora não tenha lá muita habilidade e intimidade com a bola e não entenda do assunto. Mas o futebol... ah, o futebol sempre foi a minha paixão. Tão especial, que vou falar sobre isso ainda. O que tem me comovido hoje, durante essas Olimpíadas para ser mais precisa, é o vôlei. Eu gostava de jogar vez ou outra, mas sempre o deixei em segundo plano. O de praia, menos ainda que o de quadra, conseguia prender a minha atenção. Mas eu sou brasileira, e parece que cada brasileiro nasce com um gene que não determina para qual esporte, mas que apenas ele deve torcer. Ele passa pela frente da televisão segurando uma caneca de chocolate quente – ou café, assim prefira -, vê o verde e amarelo correndo, saltando, mergulhando ou seja lá o que for, e pára. Olha ainda desinteressado, faz um muxoxo, mas resolve se sentar. Não tem nada melhor passando mesmo. Aí é que, sem perceber, já está dando gritos, sofrendo pela bola que não entrou, pelo saque errado, pelo atleta que já parece exausto para continuar numa maratona. E ele fica lá, roendo as unhas, sentindo o coração parar, às vezes bater mais rápido que o humanamente possível, acordando os vizinhos com os urros altíssimos, ora de alegria, ora de raiva. E quando é vôlei que está passando na TV... ah, quando é vôlei... parece que o mundo vai desabar. É incrivelmente emocionante, como poucas partidas de futebol (realmente algumas são desestimulantes). Eu tenho me sentido em tempo de copa esses dias. Parece que a todo instante o Brasil vai ter uma partida decisiva contra a Argentina e que a qualidade do futebol do país está em jogo. Mas é vôlei, e eu estou ali, sem conseguir me acalmar, gritando, chorando, sofrendo. E como eu sofri hoje, como eu sofri! Ver a Renata e a Talita perderem para a dupla norte-americana Walsh e May – é, atualmente elas formam o melhor time de vôlei de praia do mundo e são as campeãs olímpicas – foi simplesmente terrível. Bloqueia, bloqueia! Vai, Talita, ataca! Não erra o saque, não erra! Eu entrei em desespero. Sentei, deitei, desforrei o colchão, tive esperanças, perdi todas elas. Eu não sou uma boa perdedora. Não quando se trata de ver o Brasil não conquistar algo que foi tão suado, tão sofrido. Eu não tenho nem idéia de como se sente um atleta que vê anos de treinamento serem dissolvidos em apenas alguns minutos mas, como torcedora fiel (sempre que posso), percebo como é frustrante. Você vai se sentar na frente da TV carregando sonhos, expectativas de ver o Brasil subir no pódio e beijar a tão sonhada medalha de ouro. E de repente você vê que acabou, que um erro simples, ou talvez nem tanto assim, vai te fazer esperar por mais quatro anos para ver e sentir tudo de novo. E eu vou esperar, impaciente, sonhadora, até ver o Brasil tentar novamente, sacar com mais firmeza, defender com mais rapidez e não respeitar a equipe que estiver do outro lado. Porque respeito é fundamental, mas é a ousadia que garante a vitória.
Eu sempre adorei futebol. Jogar mais do que assistir, embora não tenha lá muita habilidade e intimidade com a bola e não entenda do assunto. Mas o futebol... ah, o futebol sempre foi a minha paixão. Tão especial, que vou falar sobre isso ainda. O que tem me comovido hoje, durante essas Olimpíadas para ser mais precisa, é o vôlei. Eu gostava de jogar vez ou outra, mas sempre o deixei em segundo plano. O de praia, menos ainda que o de quadra, conseguia prender a minha atenção. Mas eu sou brasileira, e parece que cada brasileiro nasce com um gene que não determina para qual esporte, mas que apenas ele deve torcer. Ele passa pela frente da televisão segurando uma caneca de chocolate quente – ou café, assim prefira -, vê o verde e amarelo correndo, saltando, mergulhando ou seja lá o que for, e pára. Olha ainda desinteressado, faz um muxoxo, mas resolve se sentar. Não tem nada melhor passando mesmo. Aí é que, sem perceber, já está dando gritos, sofrendo pela bola que não entrou, pelo saque errado, pelo atleta que já parece exausto para continuar numa maratona. E ele fica lá, roendo as unhas, sentindo o coração parar, às vezes bater mais rápido que o humanamente possível, acordando os vizinhos com os urros altíssimos, ora de alegria, ora de raiva. E quando é vôlei que está passando na TV... ah, quando é vôlei... parece que o mundo vai desabar. É incrivelmente emocionante, como poucas partidas de futebol (realmente algumas são desestimulantes). Eu tenho me sentido em tempo de copa esses dias. Parece que a todo instante o Brasil vai ter uma partida decisiva contra a Argentina e que a qualidade do futebol do país está em jogo. Mas é vôlei, e eu estou ali, sem conseguir me acalmar, gritando, chorando, sofrendo. E como eu sofri hoje, como eu sofri! Ver a Renata e a Talita perderem para a dupla norte-americana Walsh e May – é, atualmente elas formam o melhor time de vôlei de praia do mundo e são as campeãs olímpicas – foi simplesmente terrível. Bloqueia, bloqueia! Vai, Talita, ataca! Não erra o saque, não erra! Eu entrei em desespero. Sentei, deitei, desforrei o colchão, tive esperanças, perdi todas elas. Eu não sou uma boa perdedora. Não quando se trata de ver o Brasil não conquistar algo que foi tão suado, tão sofrido. Eu não tenho nem idéia de como se sente um atleta que vê anos de treinamento serem dissolvidos em apenas alguns minutos mas, como torcedora fiel (sempre que posso), percebo como é frustrante. Você vai se sentar na frente da TV carregando sonhos, expectativas de ver o Brasil subir no pódio e beijar a tão sonhada medalha de ouro. E de repente você vê que acabou, que um erro simples, ou talvez nem tanto assim, vai te fazer esperar por mais quatro anos para ver e sentir tudo de novo. E eu vou esperar, impaciente, sonhadora, até ver o Brasil tentar novamente, sacar com mais firmeza, defender com mais rapidez e não respeitar a equipe que estiver do outro lado. Porque respeito é fundamental, mas é a ousadia que garante a vitória.
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