quinta-feira, 19 de junho de 2008

Um dia eu ainda me apaixono!

Hoje eu estava pensando em como às vezes me forço a gostar de alguém, como muitas vezes invento paixões que não existem, buscando uma maneira de aquietar e preencher o meu coração. Pensei também em como tudo isso é inútil, porque nenhum amor de mentira resiste à rotina, aos erros e às imperfeições do outro. Sempre tive a plena certeza de que eu sou fria e insensível. Mas confesso que hoje começo a me opor a essa idéia e a pensar duas vezes antes de dizer “eu nunca vou amar alguém”. Lembrando de coisas que aconteceram comigo, percebi que eu não sou tão durona como gostaria de ser. O que acontece é que eu sou do tipo de pessoa que pensa muito - e quando eu falo muito é muito mesmo! - antes de tomar uma decisão, por medo de errar na escolha ou talvez por simplesmente ser perfeccionista. Com meus sentimentos não poderia ser diferente. Eu não consigo gostar de ninguém como um passatempo, um modo de esperar a pessoa certa acompanhada da errada. Eu quero me jogar no amor, mas me jogar uma vez só, sem volta, sem culpa, sem receio. Não vejo necessidade nenhuma em me apegar a uma pessoa que eu não desejo que seja eterna em minha vida. Pode parecer até muito romântico da minha parte, mas a verdade é essa mesma: eu sou romântica. Não romântica porque gosto de receber flores, jantar à luz de velas ou qualquer coisa do tipo – para ser sincera eu detesto tudo isso, acho uma breguice! -, mas porque eu idealizo o amor. Um amor que aconteça apenas uma vez e que não precise ser eterno para ser inesquecível. Então pra quê eu vou me empatar com alguém que eu sei que não vai ter futuro para mim, que vai apenas preencher uma parte da minha essência? Não se ama pela metade. E eu quero um amor inteiro, que me complete, não que apenas me dê migalhas de emoções. Eu sei que não vou encontrar ninguém perfeito, não preciso nem ser alertada quanto a isso. Tenho consciência de que meu perfeccionismo muitas vezes me atrapalha e me impede de conhecer bem as pessoas e até quem sabe me deixar envolver. Mas eu sei também, embora nunca tenha amado ninguém, que o amor é maior do que qualquer orgulho, qualquer mania de perfeição. A gente ama e pronto, não tem explicação. Você não morre de amores por uma pessoa só porque ela lhe parece fisicamente bonita, é bem educada ou fala bem. Tanta gente que é maltratada, desprezada e ainda assim se arrasta por amor. Você não escolhe quem vai amar, você ama e acabou, mesmo que não queira e negue isso a si mesmo. O amor é um perigo. Mas eu não posso negar que estou doida, doida mesmo para correr esse risco.

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