quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O bravo

O caminho é de morte,
Não há sorte em seu destino,
A pele é puro corte
E a razão é desatino.
Mas o peito é guerreiro e forte,
E o seu porte é Severino,
E ele vai até onde não pode.
Que é a morte pra esse bravo menino?
Os calos são troféus,
A dor é acalento,
O seu teto é o céu
E a sua cama é de cimento.
Vai, José, vai, João!
Não se desapegue da sua fé,
Não se entregue à comum aceitação.
Cata a tua coragem e segue firme,
Não há quem por direito te recrimine
Por acreditares em teu coração.

1 comentários:

Belle Garcez disse...

Adorei! Você escreve mto bem!
Continue com o jogo de palavras. Muito inteligente.