terça-feira, 29 de abril de 2008
Primeira postagem:)
Quando eu me sinto só, descubro que esse meu vazio deve-se à minha incapacidade de prender as pessoas a mim e ao mesmo tempo da minha repulsa por qualquer tipo de sentimento que consiga me prender a alguém. Quando me vejo por entre sonhos, medos e buscas, me perco, me encontro, me confundo. E posso então perceber como é difícil ser escudo, ser ataque e ser paz. Posso enfim compreender que eu não posso ser tudo, que meu silêncio não precisa ser mudo, que o ontem ficou pra trás. Vou seguindo. Sempre? Nunca? Quem sabe? Jamais! E pela falta do querer, por pouco amar e quase nada sentir, vou me tornando ainda mais sozinha, cada vez mais fria e pessoal. Meus sentimentos são contados, gotas de emoção quase nunca derramadas. Uma voz, um soluço, uma falta. Não senti frios na barriga, não vi uma luz no fim do túnel, não demonstrei, pois nada havia para ser exibido, me ocultei em frases curtas e em olhares despercebidos. E ainda me escondo, ainda fujo. Não tente me encontrar por alguma rua ou em algum sorriso perdido, que solta-se involuntariamente. Eu caminho sozinha, a passos curtos e humor ausente, demora um pouco, mas com esforço chego à frente. Sozinha, sem amores e sem lágrimas, sem perdas, sem conquistas. Sozinha.
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